segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Avanço nas adaptações

No dia 16 de janeiro estive na Cavenaghi em São Paulo para saber das últimas novidades em acessibilidade. E tem muita coisa boa vindo por aí.
Uma das adaptações que achei interessante é pra acomodar a "carga" cadeirante em vans. O elevador de cadeira de rodas todo mundo já conhece, eu mesmo fiz um teste e uma reportagem para a Record de BH mostrando o Táxi Acessível, um Doblo com esta adaptação. É um sistema complexo, seguro, todo automatizado, mas tem alguns inconvenientes do ponto de vista de quem adapta um carro destes: é caro e muito pesado, interferindo no equilíbrio do carro, sendo necessário alterar as suspensões em alguns modelos. Mas lá na Cavenaghi vi um sistema muito mais simples e barato: uma rampa adaptada junto a um rebaixamento do assoalho do carro.
Este tipo de adaptação pode animar quem tem vontade de oferecer este serviço diferenciado e tem medo de não conseguir recuperar o alto investimento de um elevador. Oferece a mesma segurança, pois tem as travas reguláveis que seguram a cadeira ao chão e ainda a rampa, depois de fechada, também dá proteção à cadeira, como podem ver na foto abaixo.
É mais uma opção para adaptar vans e oferecer serviço de Táxi Acessível para os milhares de cadeirantes que dele tanto necessitam.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Primeiro perrengue

Todo mundo sabe que vida de cadeirante é uma luta a cada dia, que sempre surgem novos obstáculos, mas nunca estamos preparados pra todos eles. Ontem passei o maior perrengue do ano (até agora): trocar o pneu do carro. E o pior, no horário de almoço, precisando voltar logo pro trabalho.
Triste é admitir que a culpa foi minha, fiz uma curva fechada mais fechada do que devia e a roda traseira pegou em cheio na quina da calçada, na hora já ouvi o ar saindo. Ainda bem que estava perto de casa. Parei na garagem e desci pra ver a situação: o pneu lá embaixo. Subi pra almoçar, comi rapidinho e, pra amenizar um pouco minha situação, pedi minha empregada (Zélia) pra me ajudar na tarefa inglória, mas não quer dizer que eu não conseguiria sozinho, mesmo porque a força e a técnica foram por minha conta.
Infelizmente essa não é a roda do meu carro - ainda
Fui pegar o estepe (nunca tinha sido usado, que dó) e descobri o lado ruim da minha tara por rodas grandes e largas (sem sacanagem, heim): o peso. As rodas do meu carro são aro 16 e 205 de largura (lindas, lindas) mas pesam pra caramba. Zélia pegou de um lado e eu com a cadeira travada e meio sem jeito do outro, joguei no meu colo e passamos pro chão. Aí peguei as ferramentas que ficam junto com o macaco embaixo da roda, também bem pesadinhos, e comecei a troca, essa tarefa que nós homens tão bem entendemos e vocês mulheres tanto desconhecem... (brincadeira heim...)
Para destravar as porcas, ainda mais pela primeira vez, muitas vezes é necessário uma "pisada" na chave de roda, já que elas ficam muito firmes. Não teve jeito, coloquei a chave e pedi pra Zélia usar seus quilinhos a mais (eu brinco com ela, não tô sacaneando). Depois de destravadas as quatro porcas, coloquei o macaco no lugar e levantei o carro. Felizmente nessa hora a física ajuda, girar o macaco não demanda muito esforço.
Acabei de tirar as porcas e pedi Zélia pra trazer a outra roda e substituímos. Coloquei as porcas e dei os primeiros apertos, desci o macaco e pedi pra ela usar os quilos mais uma vez (vou levar bronca da mulherada hoje...).
O resto foi tranquilo, só precisei de ajuda de novo pra colocar o pneu furado no porta malas (furado não, rasgado, não se fazem mais pneus com câmaras, e o prejuízo é maior...). No fim das contas o processo todo demorou só uns vinte minutos. Mas me deu uma boa canseira...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Diminuindo a mordida do leão

Para aqueles que ficam naquela - comprar ou não comprar um equipamento ou um acessório de cadeirante - uma dica boa pra quem trabalha: a maior parte dos equipamentos ortopédicos (inclusive próteses) é dedutível no imposto de renda. E mesmo para quem não trabalha, os pais podem fazer o abatimento caso você seja dependente deles, mesmo maior de idade, se justificado por invalidez. Nos links abaixo tem mais informações, direto da página do fiscosoft, lá tem muita informação sobre isso:
http://www.fiscosoft.com.br/perguntao_irpf/2007/perg_37.html#338
http://www.fiscosoft.com.br/perguntao_irpf/2007/perg_37.html#341
Acho que agora tomo coragem pra comprar uma Roho...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Norte-americanos fazem célula da pele virar neurônio

Mais uma "frente de batalha" na luta da ciência para desenvolver a medicina regenerativa. A bola da vez é transformar células maduras diretamente em neurônios, sem precisar das famosas células-tronco. A pesquisa foi desenvolvida nos EUA e traz mais uma esperança para o tratamento de doenças como Alhzeimer, Parkinson, ou (o que mais nos interessa) lesões na coluna. Excelente notícia no sentido das possibilidades científicas, já que o uso de células-tronco é muito polêmico e controverso.
Vejam a notícia completa no Ciência Hoje, de Portugal:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=39154&op=all
E no Estadão:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-transformam-celulas-cutaneas-em-neuronios,502474,0.htm

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mais uma lotérica sem acesso

Mais uma vez venho denunciar uma lotérica sem acesso aqui em BH, na Avenida do Contorno, 6443. Tudo bem que a loja fica no alto, mas que dava pra fazer uma rampa, dava. Pelo jeito a CEF não quer mesmo saber se os cadeirantes querem fazer uma fezinha ou pagar uma conta. Se virem...
Deveria haver uma lei municipal ou mesmo uma determinação interna da CEF obrigando as lotéricas (que são franqueadas) a fazer adaptação para deficientes, afinal são estabelecimentos públicos e que oferecem serviços de banco inclusive. Mais uma vez vou mandar um e-mail reclamando pelo site da Caixa, quem sabe um dia tomam alguma providência.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Adaptações no novo emprego

Hoje completei uma semana de trabalho e estou gostando muito do que estou fazendo. Agora sou Analista de Gestão Empresarial. É muito chique, né? Trabalho com planejamento, já recebi importantes responsabilidades e meus colegas de trabalho são nota dez. O que trabalha direto comigo então, além de ser conterrâneo de JF, é gente boa e divertido. Minha chefa também é muito bacana, me recebeu muito bem e me deixou bem à vontade.
A adaptação que a empresa fez nos corredores e no banheiro ficou excelente. No banheiro, que é enorme, tem tudo quanto é barra de apoio, e uma que eu nunca tinha visto na pia, em volta dela toda, e nem entendi bem pra que. A porta ficou gigante, não precisava ter aberto tanto assim. Mas o responsável disse que tem legislação pra isso e seguiu as medidas recomendadas. O que abunda não prejudica.
Mas o que me impressionou mesmo foi o prédio. Um espetáculo de modernidade. Começa pelo imponente nome: "Amadeus Business Tower". Fora a mania de colocar nome em inglês em tudo, é bacana. Na portaria tem aquelas roletas digitais, e essas tem duas opções: ou você aproxima o cartão dela (não tem mais aquele negócio de enfiar numa gretinha) ou aperta o dedão em um leitor de digitais. Alto nível. Como eu não caibo na roleta, passo por uma portinha lateral. No hall de elevadores, há pequenas torres com teclados. Você digita o andar em que vai, tecla confirma e o visor mostra qual elevador vai te levar lá (mostrando até por desenho). Ele é tão grande por dentro que mesmo que tenha umas dez pessoas lá ainda dá pra manobrar. No canto, à esquerda, uma TV de LCD passa as principais notícias do dia, que nem aquelas de aeroporto. E o que o povo mais estranha, não tem nenhum botão lá dentro. Mas o ponto negativo do prédio, como podem ver na foto acima, é que ele fica em uma subida. Sair de cadeira de lá é um desafio. E um exercício. É bom que eu perco a pança.
O reflexo ruim de voltar a trabalhar estou sentindo mais forte hoje: aumento das dores no corpo. Nos primeiros dias foi mais tranquilo, senti só um pouco mais de dor que o habitual, mas hoje acumulou e tá me matando. Mas a empresa é tão bem estruturada que até massagem oferece aos funcionários, além de exercícios laborais. A massagem é duas vezes por semana e tem me ajudado bastante, além de relaxar as tensões, contribui para diminuir a dor. Lá descobri também que é bem fácil passar da cadeira de rodas para aquelas cadeiras de massagem, em que a gente fica de bruços apoiando o peito com a cara num buraco. É só colocar uma de frente pra outra.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Enquete ortostatismo

Pergunta: Você pratica ortostatismo?
Respostas:
Não, não acho importante: 1 voto (4%)
Não, não tenho como praticar: 7 votos (28%)
Sim, até 3 vezes por semana: 13 votos (52%)
Sim, mais de 3 vezes por semana: 4 votos (16%)

Finalizamos a enquete sobre ortostatismo que lancei há seis meses e os resultados foram muito bons. 25 pessoas votaram, 20 delas ou 68% fica de pé três vezes ou mais por semana. É a recomendação que a maioria dos fisioterapeutas (incluindo os do Sarah) faz. O quanto é importante, já falei neste post.
Infelizmente houve alguém que não acha importante ficar de pé e votou nesta opção. Não deve ser falta de informação, pois tanto aqui como em outros blogs esta prática é recomendada, e mesmo se a pessoa não acreditar, é só perguntar para qualquer fisioterapeuta. Quando praticado, o bem que o ortostatismo faz ao corpo é nítido. Obrigado a todos que votaram.